Confira, a seguir, algumas dicas para se socializar e entenda como isso é importante para o desenvolvimento pessoal.

Atividades em grupo e amigos: como vencer o isolamento

Desde o início da humanidade, as pessoas se reuniam em grupos em prol da sobrevivência. Então, os primeiros amigos foram fatores decisivos para a vida em comunidade. Como a espécie humana tem um caráter bastante social, essa característica foi passada aos descendentes pelos genes, como forma primordial de se proteger dos perigos e se manter vivo.

No entanto, mesmo com a predisposição para viver em sociedade presente em nossa genética, algumas pessoas sentem um medo intenso de contextos sociais. O receio frenético de ser julgado ou humilhado na frente dos outros faz com que o indivíduo se isole para evitar esse desconforto. Isso é o que chamamos de fobia social.

Esse comportamento pode ser observado em crianças, mas pode se manifestar com mais frequência na adolescência. Se um jovem não se sente aceito em um grupo ou entende que tem risco de sofrer alguma humilhação, ele pode agravar a fobia social. Contudo, ser recebido em um grupo pode melhorar a sua autoestima e confiança. É aí que entra a importância de fazer amigos.

Confira, a seguir, algumas dicas para se socializar e entenda como isso é importante para o desenvolvimento pessoal.

A importância das atividades em grupo

Pode ser difícil participar desse tipo de atividade para quem tem fobia social. Mas, dependendo da intensidade do comportamento ou da tendência do indivíduo a desenvolvê-lo, lidar com outras pessoas em uma equipe na escola, na faculdade ou no trabalho, por exemplo, pode ser uma experiência enriquecedora e uma grande oportunidade de construir amizades.

A seguir, conheça três vantagens das atividades em grupo.

Aprender uns com os outros

Se quem propuser o trabalho em equipe souber delegar funções específicas para cada um, a reunião se torna mais produtiva (independentemente de ser no colégio ou no trabalho) e é possível aprender com as outras pessoas. A linguagem de um colega pode ser menos intimidadora do que a de um professor ou chefe, de forma que é possível aprender mais e tirar dúvidas. Ao adquirir mais conhecimento, a segurança em si mesmo pode aumentar.

Saber lidar com conflitos

Nem sempre todo mundo entra em consenso. Entender como fazer cada ideia contribuir para o objetivo final é uma lição valiosa que ensina a encarar conflitos e imprevistos na sociedade.

Trabalhar a confiança

Para quem sofre de timidez excessiva ou fobia social, é desafiador confiar em alguém, pois há o receio de ser julgado ou de sofrer bullying. O amigo é a figura que vai ensinar sobre confiança e a convivência em grupo. Além disso, é preciso arriscar a confiar nos colegas para desenvolver a atividade.

Os principais sintomas da fobia social

Mas, afinal, como saber se uma pessoa é apenas tímida ou se sofre de fobia social? Ou se até mesmo ela tem uma tendência a desenvolver esse comportamento? Entenda a seguir.

Ficar muito ansioso em ocasiões sociais

Não é simplesmente ficar nervoso antes de uma situação social. A pessoa tem a sensação de que está sendo observada intensamente por todos e que isso resultará em humilhação. A consequência é ansiedade e sofrimento além do normal para ocasiões que, às vezes, não são tão grandiosas.

Deixar de fazer algo por receio de constrangimento

Medo de fazer amigos, interagir com pessoas ou frequentar eventos por receio de ser o centro das atenções e fazer algo de que possa se envergonhar profundamente. Sinais como intenso rubor, suor em excesso e batimentos cardíacos acelerados podem ser observados.

Evitar participar de experiências comuns

Dependendo do nível da fobia social, o indivíduo pode ir além de não interagir com potenciais amigos. Situações socialmente consideradas simples como almoçar na frente das pessoas, frequentar banheiros públicos ou chegar em um lugar onde já tenha gente podem representar verdadeiros desafios.

Como lidar com essa condição

É possível tratar o indivíduo com fobia social por meio de diferentes abordagens que atingem pontos diferentes. Vamos conferir quais são?

Consulte um profissional de saúde mental

É imprescindível ir ao clínico geral ou psiquiatra para que seja possível receber um diagnóstico e pensar em formas de tratamento. Acompanhar as motivações e os medos da pessoa que sofre de isolamento social é essencial para que ela possa compreender melhor a si mesma, aceitar a sua condição e se empenhar para buscar melhorar.

Pratique atividades físicas

Essa dica é para manter a vida física em equilíbrio com a mental. Fazer exercícios físicos ajuda a manter a qualidade de vida, a produção da serotonina, o hormônio ligado à sensação de bem-estar, além de ajudar a esvaziar a mente e regular as respirações.

Também é importante fazer atividades físicas ao ar livre em manhãs de sol para ativar a vitamina D, que auxilia na manutenção da saúde mental. Os exercícios também ajudam a frequentar ambientes com outras pessoas e começar a conversar com elas.

Frequente aulas de teatro

Conversando com o psiquiatra ou psicoterapeuta, dá para ter sugestões do que é melhor e o que deve ser evitado. Em muitas situações, o teatro é uma forma de lidar com a fobia social. É um ambiente bastante propício para fazer amigos e conviver com outras pessoas. Na verdade, a interação faz parte das aulas de teatro, o que torna essa atividade incrivelmente libertadora para quem tem dificuldade de interação.

A chance de falar em público, mas sem ser em uma situação “real”, com palavras que não são suas, pode ajudar na autoconfiança e desinibição. Ao vestir as características de um personagem, é possível enfrentar situações que o indivíduo não viveria na própria pele.

Não existe um manual de instruções para lidar com o isolamento social. No entanto, é possível que a presença de pessoas queridas ajude quem passa por esse tipo de problema. Claro que o acompanhamento com um profissional de saúde é essencial, mas é importante que os laços com amigos ajudem a restaurar a confiança na convivência social.

Ao se sentir parte de um grupo, o indivíduo passa a confiar mais em si mesmo. E, assim, como nos primórdios da espécie humana, poderá enfrentar os desafios com mais força.

E você, conhece alguém que teve uma ótima experiência com atividades em grupo? Comente abaixo!

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